
A repercussão do levantamento do Instituto Paraná foi tratada com tranquilidade no Palácio da Abolição. Internamente, a leitura é de que resultados de pesquisas, sobretudo fora do período eleitoral, devem ser vistos como registros momentâneos e não como fotografia definitiva do quadro político.
O secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, trouxe à tona o exemplo da eleição de 2022 para relativizar os números atuais. Naquele ano, Elmano de Freitas aparecia atrás nas pesquisas e, ainda assim, conquistou a vitória logo no primeiro turno, contrariando previsões e análises divulgadas ao longo da campanha.
Outro ponto destacado foi a divergência entre cenários apresentados no próprio levantamento. Em uma das simulações, Capitão Wagner surge na frente, seguido por Roberto Cláudio, o que, segundo Chagas, levanta questionamentos sobre os critérios utilizados, o desenho da amostra e a forma como as perguntas foram aplicadas. Sem cravar críticas diretas, o recado foi curto e provocativo: cada um que faça sua própria leitura.
O episódio reacende uma discussão antiga no Ceará: as pesquisas estão apenas captando o momento político ou acabam moldando narrativas que nem sempre se confirmam nas urnas?