
O possível reposicionamento político do deputado federal e líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães, que poderá disputar uma vaga no Senado em 2026, abre uma lacuna relevante na representação do Sertão Central no Congresso Nacional. Diante desse cenário, a pré-candidatura de Manoela Pimenta surge não apenas como alternativa eleitoral, mas como um movimento de continuidade política em uma região que historicamente depende de articulação consistente em Brasília.
Herdeira política de Cirilo Pimenta, Manoela Pimenta carrega um capital político construído ao longo de décadas de presença regional, diálogo com lideranças e atuação municipalista. O início da pré-campanha indica que o projeto não nasce improvisado, mas a partir da leitura de um vácuo político que tende a se consolidar caso José Guimarães deixe a Câmara Federal.
O apoio regional reforça esse cenário. Os 13 prefeitos do Sertão Central demonstram disposição para caminhar com Manoela, o que revela unidade política rara em uma região que, apesar de votar em cerca de 14 deputados federais, conta hoje com apenas um parlamentar com atuação efetiva em favor do território. José Guimarães, como líder do governo, tem sido o principal articulador de recursos, projetos e interlocução institucional para o Sertão Central.
Nesse contexto, a pré-candidatura de Manoela Pimenta ganha peso estratégico. Não se trata apenas de sucessão familiar ou partidária, mas da necessidade concreta de manter voz ativa no Congresso. A dispersão de votos em nomes sem vínculo regional já mostrou, em outras eleições, seu custo político e financeiro para os municípios do Sertão Central.
Caso se confirme a candidatura de Guimarães ao Senado, o desafio da região será transformar consenso político em resultado eleitoral. Manoela Pimenta parte com vantagens claras: base municipal consolidada, herança política reconhecida e um discurso alinhado à defesa de representação efetiva. Em um território que já sentiu os efeitos da ausência em Brasília, a escolha tende a ser menos simbólica e mais pragmática.
