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Projeto Cultura na Calçada pode transformar periferias com presença real da política cultural

A apresentação da nova etapa do projeto “Cultura na Calçada”, pela secretária Helena Barbosa na Câmara de Fortaleza, traz um sinal positivo e necessário: finalmente, a cultura das periferias começa a ser tratada como prioridade de política pública, e não apenas como discurso.

Fortaleza sempre teve uma produção cultural rica nos bairros, mas historicamente faltou presença do poder público. Ao propor descentralização, formação e até representantes da Secretaria dentro das regionais, a gestão acerta ao reconhecer que não basta criar editais — é preciso chegar onde o povo está.

O presidente da Câmara, Leo Couto, também acerta ao destacar o impacto social da cultura. Investir em arte nas periferias é investir em oportunidade, renda e, principalmente, em caminhos para a juventude longe da violência. Esse é um modelo de política pública que precisa ser ampliado e mantido.

A proposta de contratar mais de 150 artistas e levar apresentações aos bairros mostra ambição e potencial de transformação. Mas o ponto central é outro: para dar certo, o projeto precisa ter continuidade, orçamento e acompanhamento. Cultura não pode ser ação isolada — precisa ser política permanente.

Fortaleza dá um passo importante. Agora, o desafio é transformar essa iniciativa em legado duradouro, garantindo que a cultura realmente chegue, permaneça e transforme a vida de quem mais precisa.

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