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Cera de carnaúba, melões e castanha de caju lideram exportações do agronegócio cearense de janeiro a setembro de 2026, aponta levantamento do CIN

Cera de carnaúba, melões frescos e castanha de caju sem casca lideraram as exportações do agronegócio cearense em valor de janeiro a setembro de 2026. Lagostas inteiras congeladas, água de coco e melancias frescas também estiveram entre os principais produtos vendidos ao exterior. Os dados são de levantamento realizado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). Ao todo, o agronegócio cearense somou US$ 393,8 milhões em exportações no período, uma retração de 12,3% em relação aos mesmos nove meses de 2025.

A cera de carnaúba manteve a liderança entre os produtos exportados pelo agronegócio cearense, com US$ 70,1 milhões, apesar da redução de 11,6% em relação a janeiro a setembro de 2025. Os melões frescos alcançaram US$ 58,0 milhões, crescimento de 16,5%, enquanto a castanha de caju sem casca registrou US$ 30,5 milhões, com redução de 41,4%.

Outros destaques foram as lagostas inteiras congeladas, com US$ 22,5 milhões exportados e crescimento de 3,7%, e a água de coco classificada na NCM 2009.89.21, que somou US$ 19,6 milhões, alta de 24,0%. As melancias frescas alcançaram US$ 17,9 milhões, avanço de 35,3%. Todas as variações consideram os mesmos nove meses de 2025.

Entre os principais destinos das exportações, os Estados Unidos mantiveram a liderança, com US$ 88,2 milhões, equivalentes a 22,4% do total exportado. Em seguida, apareceram Países Baixos (US$ 54,0 milhões), China (US$ 36,9 milhões) e Reino Unido (US$ 29,9 milhões).

As importações do agronegócio cearense também apresentaram redução no período, somando US$ 312,5 milhões, recuo de 5,5%. Com isso, o Ceará manteve superávit de US$ 81,3 milhões, embora o saldo positivo tenha diminuído 31,4% na comparação com janeiro a setembro de 2025.